— Oração —
Senhor, não sou bom em esperar. Nunca fui. Prefiro decidir logo, mesmo que mal, do que ficar parado na dúvida. E esse jeito de ser já me custou caro — escolhas feitas no impulso, caminhos tomados sem consultar, direções que pareciam certas e me levaram longe de onde eu deveria estar.
Hoje eu freno. E Te pergunto: por onde?
Não precisa ser uma revelação extraordinária. Não precisa de sinal no céu. Só precisa que Tu coloque em mim aquele discernimento quieto — aquele que distingue o que parece bom do que realmente é bom. O que me satisfaz agora do que me fará bem depois.
Se eu estiver indo na direção errada, me para. Mesmo que doa. Mesmo que eu resista — e eu sei que vou resistir — mas me para assim mesmo.
Se eu estiver com medo de tomar o caminho certo porque ele é mais difícil, me dá coragem. Não aquela que não sente medo, mas aquela que sente e vai assim mesmo.
Vai à frente de mim hoje, Senhor. Que eu escolha, não o que é mais cômodo, mas o que é mais verdadeiro.
Amém.
— Versículo —
“Confia no Senhor de todo o teu coração e não te estribes no teu próprio entendimento. Reconhece-o em todos os teus caminhos, e ele endireitará as tuas veredas.” (Provérbios 3:5-6)
— Reflexão —
Depois de décadas acompanhando pessoas, percebi que a maior parte do sofrimento não vem de decisões erradas tomadas de má-fé — vem de decisões tomadas sem consulta. A gente decide sozinho, com o que sabe, com o que sente, com o que quer. E depois estranha que deu errado. A oração por direção não é fraqueza: é o único ato verdadeiramente sábio antes de qualquer escolha que importa.
