— Oração —
Senhor, vou ser honesto: há dias em que a fé não vem fácil.
Não estou falando de dúvida intelectual — estou falando daquele dia em que você reza e parece que o teto está lá. Que as palavras sobem e não chegam a lugar nenhum. Que o silêncio de Deus parece mais pesado que qualquer resposta poderia ser.
Já passei por isso. Muitas vezes. Em noites longas, em momentos de perda, em horas que não faziam sentido nenhum. E aprendi, com o tempo e com custo, que esses são exatamente os momentos em que a fé está sendo formada — não os momentos de consolação, não os momentos de clareza, mas os momentos de escuridão quieta.
Por isso eu Te peço hoje: fortalece a minha fé. Não a que depende de sentir Tua presença — porque o sentimento vai e volta. Mas a que permanece quando não sente nada. A que obedece sem entender. A que continua sem ver o resultado.
Que minha fé não seja construída sobre experiências — porque experiências passam. Que ela seja construída em quem Tu és. E isso, eu sei, não muda.
Eu escolho confiar. Mesmo hoje. Mesmo assim.
Amém.
— Versículo —
“Porque andamos por fé e não por vista.” (2 Coríntios 5:7)
— Reflexão —
A fé jovem precisa de sinais. A fé madura aprende a caminhar no escuro. Não porque não tem dúvidas — tem. Não porque não sente o peso — sente. Mas porque, depois de muitos anos, já viu Deus ser fiel onde não havia razão nenhuma para esperar. E isso cria uma memória que sustenta nos momentos em que a oração parece não passar do teto.
