— Oração —
Senhor, depois de tantos anos caminhando contigo, eu ainda erro.
E isso, por si só, já é uma oração — a confissão de que sabedoria não se acumula como experiência humana. Ela se pede. Todo dia, de novo.
Já tomei decisões que pareciam certas na hora e custaram caro depois. Já confundi convicção com teimosia, clareza com arrogância. Já dei conselhos que saíam da minha cabeça, não do Teu coração. Sofri por isso. E fiz outros sofrerem também.
Por isso, hoje, antes de falar, antes de agir, antes de responder — eu paro. E Te pergunto.
Dá-me, Senhor, aquela sabedoria que não vem de livros, que não vem de anos de estudo, mas que vem de Ti. Aquela que faz a gente engolir o orgulho antes de responder. Que faz ouvir de verdade — não para rebater, mas para entender.
Se eu estiver prestes a cometer um erro, me incomoda por dentro. Coloca em mim um peso que me faça pausar. Prefiro ser corrigido enquanto ainda há tempo do que aprender depois que o estrago está feito.
Não me deixa confiar demais em mim mesmo, Senhor. Esse é um dos maiores perigos que conheço de perto.
Amém.
— Versículo —
“Se alguém tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente e não faz reprovação, e ser-lhe-á dada.” (Tiago 1:5)
— Reflexão —
Tem gente que erra por falta de capacidade. Mas a maioria erra por excesso de certeza. A oração pela sabedoria não é sinal de fraqueza — é o único ato verdadeiramente inteligente antes de qualquer decisão importante. Quem para e pede, já começou certo.
