— Oração —
Senhor, já vi o mal de perto. Não o mal dos livros, não o mal abstrato das teologias — o mal real, que entra nas famílias, que destrói a paz, que se instala devagar e vai tomando o que a pessoa tem de melhor.
Por isso eu Te peço proteção hoje — não como quem recita uma fórmula, mas como quem sabe, de experiência própria, que precisa.
Guarda meu caminho. Guarda minha mente, que é onde as batalhas mais difíceis costumam começar. Um pensamento que parece pequeno, que parece inofensivo, e que vai crescendo até virar amargura, desânimo, afastamento de Ti. Já vi isso acontecer. Já senti isso em mim.
Me protege de mim mesmo, Senhor. Porque há dias em que o maior perigo não está no mundo lá fora — está dentro do meu peito. No orgulho que insiste em voltar. No medo que paralisa. Na vaidade que distorce o que eu vejo.
Que nada hoje — nem o cansaço, nem a decepção, nem nenhuma voz que não seja a Tua — me afaste de Ti.
Sustenta-me nas horas em que eu não tiver força para me sustentar. Isso eu peço com fé.
Amém.
— Versículo —
“O Senhor te guardará de todo o mal; guardará a tua alma. O Senhor guardará a tua entrada e a tua saída, desde agora e para sempre.” (Salmo 121:7-8)
— Reflexão —
Em décadas de ministério, aprendi uma coisa que nenhum seminário me ensinou com clareza: o inimigo prefere o interior. Ele não precisa que você caia de uma vez — basta ir afastando, devagar, até você nem perceber que se perdeu. A oração de proteção é o escudo que se coloca antes de sair. Não depois.
